Os Secretários-gerais da FNE e da FESAP fizeram o balanço da adesão à greve  por parte dos trabalhadores não docentes.

Em declarações aos jornalistas, João Dias da Silva, da FNE, afirmou que centenas de escolas estão encerradas de norte a sul do País. E explicou que esta paralisação é "um sinal muito claro dos trabalhadores não docentes ao Governo no sentido de que têm de ser valorizados, que têm de ser respeitados."

O Secretário-geral da FNE explica que não é o encerramento das escolas que é importante, nem o que as organizações sindicais procuram. "O que nós procuramos é que o Governo sinta a obrigação de ouvir este sinal e que se sente à mesa das negociações para que os problemas que se arrastam há anos e anos, venham a ser corrigidos, para que tenhamos mais qualidade na educação através dos nossos trabalhadores não docentes".

Também José Abraão, da FESAP, afirmou que o sucesso desta greve se deve à "revolta dos trabalhadores, por estes se sentirem cansados e abandonados no que diz respeito aos seus direitos mais essenciais". Acrescentou ainda que esta paralisação também está relacionada " com a necessidade de [o Governo] resolver com as organizações sindicais a questão dos trabalhadores precários."

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(Fonte:RTP)