06 fevereiro 2019
TSF - UGT preocupada com o tom de ameaça em relação ao direito à greve
Numa reacção à entrevista o Primeiro-ministro, o Secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, mostrou-se preocupado com o facto de António Costa ter mudado de atitude quanto aos trabalhadores. A propósito da greve dos enfermeiros, Sérgio Monte disse que no discurso de António Costa onde antes havia otimismo e disponibilidade para o diálogo há agora ameaças.
"Há nitidamente no seu discurso uma alteração do registo. Nós estávamos habituados a ouvir um primeiro-ministro otimista, ponderado, com bom senso, a tentar sempre o diálogo e o consenso. Agora, aparece-nos o primeiro-ministro implicitamente ameaçando, implicitamente dizendo que a greve é ilegal. Isso preocupa-nos, porque já andamos cá há uns anos e os vários governos - sejam de centro, de esquerda ou de direita - já nos habituaram a quando são confrontados com a sua incapacidade negocial, com a sua incompetência para resolver diferendos, tentam atacar até alterando a lei da greve ou socorrendo-se da requisição civil."
A UGT afirma claramente que os enfermeiros estão numa luta justa e em concordância com a lei. “Os sindicatos dos enfermeiros, o que está filiado na UGT, bem como o outro que convocaram esta greve cumpriram todos os requisitos legais”.
Para Sérgio Monte, o Governo deveria voltar a mesa das negociações e tentar encontrar um consenso pela via do diálogo.
“O Governo em vez de estar preocupado em dizer que a greve é ilegal, em tentar recorrer à requisição civil, deveria sentar-se à mesa e preocupar-se em negociar com os sindicatos.”
Para a UGT o Governo está a usar, implicitamente, uma estratégia de ameaça para limitar o direito à greve.
Recorde-se que a central sindical divulgou um comunicado ao final da tarde, onde rejeita os ataques ao direito a greve.
Oiça a reacção do Secretário-geral Adjunto da UGT, no Fórum TSF, à entrevista do Primeiro-ministro onde admite recorrer a uma requisição civil para travar a greve dos enfermeiros.
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