Como é do conhecimento público, os trabalhadores do ML aprovaram por larga maioria (apenas com 2 abstenções) no Plenário Geral do passado dia 28 de outubro, a assinatura, por parte dos Sindicatos, do Acordo de Empresa do Metropolitano de Lisboa E.P.E. que irá vigorar e definir as relações laborais na Empresa durante os próximos 5 anos. Os Trabalhadores do Metropolitano, como sempre, souberam estar à altura das suas responsabilidades ao expressarem uma votação massiva no SIM.


O SITRA não pode deixar de sublinhar que este acontecimento (talvez a par da reversão da privatização) foi um dos factos mais marcantes, que aconteceu na Empresa nos últimos anos. Convém não esquecer que partimos, em perda, com uma denúncia do nosso AE após termos sido tão “fustigados” pelas políticas de austeridade que nos impuseram, em nome da tese ultraliberal do “não havia alternativa”. Lentamente as coisas parecem começar a voltar ao seu lugar.


Em 2017 o ML assumirá novamente a sua autonomia jurídica, eventualmente, com uma nova Administração e nada melhor do que já termos um AE publicado, em vigor e sem poder ser denunciado para efeitos de caducidade, até ao final da sua vigência de 5 anos. A experiência diz-nos que as novas Administrações quando chegam têm sempre propensão para “inventar” … e às vezes no mau sentido.


Com o AE assinado e publicado, o futuro CA não poderá inventar nada nesta matéria, porque as relações laborais ficam reguladas por um período superior ao do seu próprio mandato.


Certamente haverá Trabalhadores que ainda pensam que se poderia ter conseguido mais, mas, relembramos que o “ótimo é inimigo do bom” e aos sindicatos e aos sindicalistas que estão à mesa das negociações, exige-se, SEMPRE, que tenham a perceção do “timing” para esticar a corda e do “timing” em que ela se pode partir.


Por isso, e apesar do provável congelamento salarial e de carreiras que o Orçamento de Estado (se for aprovado tal como está na proposta) vem impor para 2017, é uma grande vitória para os Trabalhadores do ML a assinatura deste AE.


Temos ainda pela frente períodos difíceis e de lutas árduas, como sejam: o descongelamento dos salários e das carreiras, o recentrar da importância do ML como modo estrutural da rede de transporte público na área Metropolitana de Lisboa, o revogar ou alterar o regime jurídico do Setor Empresarial do Estado, que veio impor um espartilho complicado a estas empresas.


Continuaremos a pugnar e a lutar pela normalização da Empresa e também do setor, que tão maltratado foi nestes anos.


Por um sindicalismo responsável e de presença junto dos trabalhadores
Sindicaliza-te no SITRA