Na reunião do Secretariado Nacional da UGT, de dia 22 de Abril, o Secretário-Geral do SINAPE, Francisco Clemente Pinto, deixou a seguinte reflexão sobre o 47º aniversário do 25 de Abril de 1974.

 

Prestes a comemorar os 47 anos do 25 de abril, devemos revisitar os três objetivos do MFA:

Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.

Estando o regime democrático na idade adulta, temos que:

Democratizar:

- a Escola, um ensino com estratégia e objetivos bem definidos e promovendo a excelência, não uma Escola cuja bitola seja a mediocracia.

- a Justiça, acesso pleno ao sistema de justiça, custas judiciais comportáveis e celeridade nos seus atos. Uma justiça ética e compreensível para os cidadãos.

- a Saúde, com acesso universal aos cuidados de saúde, em tempo real e de forma preventiva, 8 horas no mínimo numa urgência não é admissível.

- proteção às crianças e idosos. Creches e lares para todos.

- o Estado, com serviços orientados para a resolução efetiva dos problemas dos cidadãos e não um Estado cujos serviços servem apenas o Estado.

- a Economia, abertura da economia aos cidadãos, eliminação de fatores burocráticos.

Descolonizar:

- o estado e as autarquias dos clãs instalados.

- a justiça, independente e coerente.

- a banca e seguros, cujos clãs colonizam os seus clientes.

- empresas sorvedoras da riqueza de cada cidadão, as ditas empresas estratégicas, sem futuro, mas com muito capital publico dos impostos.

- as empresas “rendeiras” do regime, eletricidade e gás, combustíveis, comunicações, autoestradas, portos e aeroportos.

Desenvolver:

- regime fiscal, atendendo à realidade do país, somos a Suécia nos impostos e a Albânia na economia.

- promover o crescimento económico e não a estatização da economia.

- apoiar as empresas, promover as empresas, promover os produtos locais visando o mercado global.

- uma cultura empresarial, que vise uma concorrência justa no mercado nacional e internacional.

- uma estratégia de crescimento económico, basta de: tática em tática.

- desígnio quantificável de crescimento económico, metas bem definidas.

- Trabalho digno, remunerações dignas.

- Redução da taxa pobreza.

- Cumprir o prometido: aproximação contínua aos padrões de vida dos países mais desenvolvidos da Europa, fácil de quantificar.

Assim, poderemos comemorar o 25 abril, com esperança reforçada no futuro, ou, mais uma vez, de forma cinzenta adiamos o país,

Seremos os primeiros dos últimos.