18 março 2020
RR | Coronavírus. Ajuda às empresas “é um esforço considerável”, mas acesso tem de ser simplificado
O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, reconhece que o novo pacote de ajuda financeira às empresas, para enfrentar as consequências do coronavírus, “é um esforço considerável”.
“Para o esforço do país é realmente um esforço considerável, três mil milhões”, diz à Renascença o sindicalista. No entanto, acrescenta, pode não ser o suficiente.
“É fundamental que a economia continue a funcionar e para a economia funcionar é fundamental que os empregos sejam preservados”, sublinha.
Por isso, diz Carlos Silva, o executivo deve munir-se de uma “bazuca financeira”, recorrendo, por exemplo, “à disponibilidade da presidente da Comissão Europeia e do próprio Banco Central Europeu e do Eurogrupo em reforçarem o apoio aos estados da União Europeia, com mais uma injeção financeira”.
Carlos Silva alerta ainda para os riscos de virem a ser desrespeitados direitos dos trabalhadores. “Temos conhecimento que há empresas que vão deixar de laborar, já estão paradas, há ‘lay offs’ que podem eventualmente até ser abusivos e entrarem em esquemas que violem os direitos dos trabalhadores - imposição unilateral das férias, ‘lay offs’ abusivos, despedimentos coletivos, suspensão dos seus vínculos”, enumera.
(Fonte: Rádio Renascença)
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