Instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho publicados até julho estão no nível mais elevado desde 2010. No fim de 2019 deve ser ultrapassada a fasquia de um milhão de trabalhadores abrangidos por negociação coletiva pela primeira vez desde 2011.

Após “os anos da troika, uma desgraça para a negociação coletiva, reganhou-se a confiança entre as partes”, frisa Sérgio Monte, Secretário-geral adjunto da UGT. Um fator fundamental para explicar o maior dinamismo deste processo.

Uma análise da UGT aos IRCT publicados no primeiro semestre deste ano constata que mais de 70% dos que são revisões atualizam as tabelas salariais. Além disso, “mais de 50% das convenções publicadas estabelecem um salário para o início da carreira acima dos €600, ou seja, acima do valor do salário mínimo”, frisa Sérgio Monte, apontando que “é um bom sinal”.

A mesma análise da UGT aponta ainda que a variação nominal média dos salários, nestas convenções que reviram tabelas remuneratórias, foi de 2,8%. Um valor abaixo dos 3,8% registados no segundo semestre do ano passado, mas acima dos 2,6% observados na primeira metade do ano passado, aponta o documento. É um valor “acima da inflação, que está em cerca de 1%, o que traduz uma valorização real dos salários”, vinca Sérgio Monte.

(Fonte: Expresso)

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